quinta-feira, 30 de julho de 2020

SECRETARIO DE ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO DE URUARÁ É INVESTIGADO POR ESQUEMA DE MADEIRA ILEGAL

Ex-secretário de Meio Ambiente e atual secretario de administração, investigado
por extração de madeira tenta destruir celular, joga aparelho no vaso durante buscas 
em megaoperação contra esquema ilegal de extração madeira.
A Operação Carranca, deflagrada pela da Polícia Federal nesta quarta-feira, 29, para reprimir a exploração ilegal de madeira no estado do Pará, levou um dos investigados a jogar o celular no vaso sanitário durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Trata-se do ex-secretário municipal de Meio Ambiente e atual secretario de administração Bruno Vale do município de Uruará, a PF vai  recupera os dados do aparelho. 
Na avaliação de investigadores com acesso ao caso, a Operação Carranca desarticula toda a cadeia criminosa, desde a extração, passando pelo transporte e registro irregular, chegando até a comercialização da madeira ilegal 
Segundo a PF informou, a investigação teve início no primeiro semestre de 2016, a partir de denúncias da extração ilegal de madeira no município de Brasil Novo. Depois, as apurações avançaram mostrando que o esquema também acontecia em Medicilândia e em Uruará.
A investigações revelam que o grupo criminoso era dividido em quatro núcleos. O primeiro é o dos madeireiros que atuam na linha de frente da extração ilegal de madeira nos três municípios. O segundo é dos madeireiros que financiam uma grande cadeia de serragem e o início da distribuição de madeira ilegal.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO NOS MUNICÍPIOS DE BRASIL NOVO, MEDICILÂNDIA E URUARÁ

A Operação Carranca cuida principalmente da exploração ilegal de madeira na região de Brasil Novo,
Medicilândia e Uruará, no estado do Pará, para fins de distribuição no Nordeste, contando também com fraudes em guias florestais e corrupção de servidores públicos.
Os tipos penais investigados são:
– Exploração econômica de floresta nativa em terra de domínio público (art. 50-A, Lei nº 9605/1998);
– Falsidade ideológica (art. 299, CPB);
– Fornecimento de nota fiscal em desacordo com a legislação (art. 1º, V, Lei nº 8137/1990);
– Integrar ou financiar organização criminosa (art. 2º, Lei nº 12850/2013);
– Recebimento de madeira para fins comerciais sem exigir a exibição da licença (art. 46, Lei nº 9605/1998);
– Associação criminosa (art. 288, CPB);
– Corrupção passiva (art. 317, CPB);
– Prevaricação (art. 319. CPB);
– Peculato (art. 312, CPB);
– Violação de sigilo funcional (art. 325, CPB);
– Concussão (art. 316, CPB).
A investigação policial teve início no primeiro semestre de 2016, a partir de denúncias da extração
ilegal de madeira no município de Brasil Novo/PA. Com o avanço da investigação, foi possível identificar grupos que atuavam em todas as etapas da cadeia produtiva da madeira: extração, serragem, falsificação de documentos, fiscalização, transporte e compra da madeira ilegal. Esses grupos criminosos foram divididos em 4 núcleos, conforme sua atuação no esquema criminoso:
O primeiro núcleo se refere aos madeireiros de pouco poder econômico, que atuam na linha de frente da extração ilegal de madeira nos municípios mencionados. O segundo núcleo é dos madeireiros de grande poder econômico, que financiam uma grande cadeia de extração, serragem e distribuição de madeira ilegal, inclusive realizando a manipulação de créditos florestais e falsificação de documentos. O terceiro núcleo está ligado aos servidores públicos das Secretarias municipais de Meio Ambiente, advogados, engenheiros florestais e outros ligados a esses, que utilizam sua função pública para favorecer e acobertar os crimes ambientais, além de, em alguns casos, participarem do comércio de madeira ilegal.
O quarto núcleo, cuja identificação foi feita com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, é composto por servidores policiais que realizavam fiscalização ilegal na rodovia Transamazônica, cobrando vantagem indevida dos caminhoneiros como condição para prosseguirem viagem ou passando informações de fiscalização rodoviária. Dentre eles há um policial rodoviário federal bem como servidores das polícias civil e militar do estado do Pará, além de batedores caminhoneiros que repassavam informações.
Na deflagração da Operação Carranca serão cumpridas diversas medidas cautelares, sendo 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão, 7 mandados de afastamento do emprego ou função pública, 4 mandados de suspensão da atividade de natureza econômica, 7 mandados de sequestro de bens e 25 mandados de busca e apreensão e foi empregado um efetivo de mais de 100 policiais federais.
O nome da operação se refere a um tipo de escultura robusta produzida em madeira, que afasta maus espíritos. A operação Carranca busca afastar os maus que devastam a floresta amazônica brasileira.
Fonte: A Voz do Xingu com informações da Assessoria de Comunicação da PF/Altamira

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Uruará: Genro que matou sogro é assassinado no Distrito Alvorada

Populares fazem justiça com as próprias mãos e matam genro que assassinou sogro na Vila AlvoradaNa manhã desta sexta-feira, 17, a equipe de plantão da Polícia Civil precisou retornar em diligência para a Vila do Distrito Alvorada, no município de Uruará (PA), para apurar mais um homicídio na comunidade. O genro, Jadeir dos Santos, que havia tirado a vida do sogro Dernival na tarde de quinta-feira, 16, acabou sendo assassinado por populares. Segundo informações policiais, Jadeir foi encontrado morto numa região de mata próximo ao local onde havia assassinado o sogro, o corpo do mesmo tinha marcas de perfurações de arma branca do tipo faca ou facão, também tinha ferimentos na cabeça. A autoria do assassinato seria de várias pessoas ainda não identificadas que teriam se revoltado com a morte brutal de Dernival e acabaram fazendo justiça com as próprias mãos.Dernival Bispo Teixeira era sogro de Jadeir e foi assassinado pelo genro no início da tarde de quinta-feira, 16 de julho, a golpes de facão.
Por Joabe Reis
Informações: Polícia Civil

HOMEM É ASSASSINADO A GOLPES DE FACÃO APÓS DEFENDER A FILHA DAS AMEAÇAS DO EX-MARIDO.

Era Por Volta das 13h30 da tarde dessa Quinta-feira (16/07/2020), quando a Polícia Civil de Uruará foi informada sobre um homicídio ocorrido na Vila do Distrito Alvorada, Município de Uruará.
A Vítima identificada como o Sr "Dernival Bispo Teixeira", ele foi assassinado brutalmente a golpes de facão nas Proximidades da Sua residência. Com as informações, a Equipe da Polícia Civil se deslocaram até o local para a realização dos Primeiros levantamentos.
Segundo informações, o autor do crime que ainda não teve o nome revelado, atualmente está separado da filha da Vítima e embriagado o autor teria tentado levar os filhos para casa dele, o que não foi permitido pela ex companheira, daí então teria se iniciado um discussão e o homem teria ameaçado a mãe das crianças.
A Vítima o pai da Mulher interviu na Situação pedindo para que o homem saísse do local, o homem nao teria gostado da interferência pelo sogro, puxou um facão da bainha e deferiu vários golpes de facão em seu "Dernival" que ainda tentou se defender com um pedaço de madeira, mas acabou sendo ferido gravemente e evoluindo a óbito no local.
Depois de matar o Sogro, o homem fugiu do local em rumo ignorado e se encontra foragido. A Polícia Civil e Militar estão realizando diligências na tentativa de localizar é prender o autor do crime e conta também com o Apoio da população que denuncie o seu paradeiro.
Com informações da Polícia Civil de Uruará

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Exército paralisa operação contra desmatamento no Pará e deixa fiscais do Ibama sem apoio

BRASÍLIA – A operação Verde Brasil 2, criada em maio para o combate ao desmatamento na Amazônia, abandonou uma das principais ações que estavam em andamento no Pará, deixando agentes do Ibama, Polícia Federal e Força Nacional sem terem como prosseguir no trabalho. A informação foi confirmada oficialmente pelo Ibama.
O trabalho acontecia em Uruará, município cortado pela rodovia Transamazônica, e fortemente marcado pela presença de madeireiras ilegais. A paralisação foi oficialmente comunicada pelo Ibama, conforme despacho ao qual a reportagem teve acesso.
No comunicado enviado à sala de situação e controle do Ibama, os agentes em campo informam que, desde a última sexta-feira, 3, o Exército, por meio do 51º Batalhão de Infantaria de Selva (51º BIS), “suspendeu o apoio às ações de desmontagem das serrarias do município de Uruará conforme programação das ações do GLO (Garantia da Lei e da Ordem) nesta região.
A paralisação, como afirma o próprio Ibama, tem resultado em desperdício de dinheiro público, com dezenas de servidores pagando diárias de hotel e alimentação, sem terem como executar o trabalho, enquanto as madeireiras demonstram bases para escapar da fiscalização.
“Informo que, sem o apoio do Exército, se torna inviável a continuidade das ações, o que fez com que os agentes dos demais órgãos envolvidos, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, além da empresa de logística contratada para a retirada e transporte das serrarias, fiquem parados, pagando diárias para seus agentes, aguardando uma resposta definitiva do Exército, uma vez que o mesmo não deixou claro se haverá ou não continuidade da sua participação na ação”, afirma o órgão federal.

Os agentes do Ibama alertam ainda que, em sobrevoo feito no sábado, 4, sobre a região de Uruará, “foi constatado que as empresas que ainda faltam ser fiscalizadas, em torno de 15, estão aproveitando esta suspensão das atividades para desmontarem os equipamentos, o que nos leva a afirmar que, caso não sejam retomadas as atividades o mais rápido possível, corre-se o risco de, na retomada das ações, não se encontrar mais os maquinários que são o alvo principal da ação”, afirmam, no documento.
Em junho, fiscais do Ibama foram atacados na região por criminosos que atuam na extração de madeira. Na semana passada, ao ser questionado sobre as paralisações de ações em campo, o Ministério da Defesa negou à reportagem que tivesse desmobilizado o apoio militar.
Reportagem publicada nesta segunda-feira, 6 pelo Estadão revelou que a operação militar Verde Brasil 2, anunciada no início de maio pelo governo de Jair Bolsonaro como a principal estratégia para reduzir o desmatamento que assola a Amazônia, executou, até o momento, apenas 0,7% de seu orçamento previsto, um engessamento que tem impactado diretamente a operação e que já paralisa ações planejadas em campo.
A investida militar na floresta, que é liderada pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi anunciada com o aporte “inicial” de R$ 60 milhões. O Estadão apurou, no entanto, que, até a última sexta-feira, 3, somente R$ 2,323 milhões do orçamento previsto tinham sido empenhados, ou seja, reservados para o pagamento de serviços executados. Isso equivale a 3,8% do total planejado. Desse valor empenhado, apenas R$ 454 mil já tinham sido efetivamente pago, menos de 1% do planejado. Os dados foram compilados pela organização Contas Abertas, a pedido do Estadão.

Apesar da notificação oficial do Ibama, o Ministério da Defesa informou que “a Operação Verde Brasil 2 não foi interrompida e deverá cumprir o prazo estipulado no Decreto Nº 10.394 de 10 de junho de 2020, que autoriza o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem para ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal, até 10 de julho de 2020”.
Segundo o ministério, “as ações seguem um fluxo permanente nos Comandos Conjuntos constituídos, bem como nas reuniões em Brasília com dirigentes dos órgãos envolvidos, com atividades de coordenação, planejamento e inteligência”.
Ao longo da operação, pontualmente, podem ocorrem pausas para replanejamento e delineamento das atividades e ações, conforme novos dados são levantados e novas necessidades vão surgindo. Isto é necessário para maximizar a aplicabilidade dos meios, custos e efetivo empregado”, declarou a pasta.
Segundo o ministério, os resultados da operação mostram que o somatório das infrações dadas até o último fim de semana chega a R$ 406.928.638,71 em multas, ou seja, “quase 6 vezes o custo dos primeiros 30 dias da Operação, que foi de R$ 60 milhões”.
No dia 19 de junho, o Exército chegou a divulgar que havia desencadeado a “Operação Cachoeira”, em Uruará, e quem a fiscalização resultou em autuações de aproximadamente R$ 500 mil.
Em junho, o Ministério Público Federal (MPF) enviou manifestação à Justiça Federal em Santarém (PA) em resposta a uma ação judicial iniciada pela prefeitura de Uruará. Na ação, a prefeitura pede a paralisação da operação contra crimes ambientais na Terra Indígena Cachoeira Seca. Para o MPF, a ação defende interesses escusos de infratores ambientais, os mesmos que atacaram violentamente os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) na semana passada, e deve ser considerada improcedente, pelos riscos ambientais e também por favorecer a disseminação da covid-19 na região.

De janeiro de 2019 a março de 2020, segundo dados oficiais, a terra onde vivem os indígenas Arara e outras etnias perdeu mais de 8 mil hectares de floresta por causa de invasores e madeireiros ilegais, sendo considerada pelo Ibama um dos principais locais da destruição ambiental na Amazônia, uma das áreas mais desmatadas de todo o bioma.

Dados. O ministério afirmou que, até 5 de julho, foram apreendidos 27.467m3 de madeira, 181 embarcações, 169 veículos diversos, 14.452 litros de combustíveis, 36 balsas/dragas e acessórios de garimpo, 494 itens entre armas e munições, 248 itens de maquinário de serraria, 59 tratores, além de 372 kg de drogas e 56,9 toneladas de manganês. “Podemos ainda acrescentar as inutilizações de 27 tratores / escavadeiras / máquinas agrícolas, 25 motores de garimpo, 10 balsas de garimpo, 3 caminhões e 1 monomotor. Também foram embargados 31.880 alqueires e detidas 148 pessoas”, declarou.
Reportagem do Estadão publicada em junho revelou que o balanço militar tem incluído dados de operações sem nenhuma relação com a Verde Brasil 2 e realizados anteriormente à sua criação.
Segundo a Defesa, neste período, foram empregados, em média, diariamente, 3.600 militares, 260 agentes, 210 veículos, 03 navios, 30 embarcações e 12 aeronaves, sendo realizado 12.273 atividades de inspeções navais, patrulhas navais; 404 ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, revistas e vistorias de embarcações e viaturas; 420 escoltas, reconhecimento e patrulhas; 674 apoios logísticos e de segurança aos órgãos de Segurança Pública e proteção ambiental; 348 pontos de bloqueios e controle de estradas e rios; além do estabelecimento de 57 bases de apoio logístico avançadas; da fiscalização de 74 madeireiras e da 925 inspeções gerais pelos órgãos de proteção ambiental e de Segurança Pública.